Eu sou apenas alguém
ou até mesmo ninguém
Talvez alguém invisivél
que o admira a distância
Sem a menor esperança
de um dia tornar-me visível
E você?
Você é o motivo
do meu amanhecer
É a minha angústia
ao anoitecer
Você é o brinquedo caro
e eu a crianca pobre
A menina solitária que quer ter o que não pode
dona de um amor sublime
Mas, culpada por querê-lo
como quem o olha na vitrine
Mas, jamais poderá tê-lo
Eu sei de todas as suas tristezas
e alegrias
Mas, você nada sabes
nem da minha fraqueza
nem da minha covardia
nem sequer que eu existo
É como um filme banal
entre o figurante e a atriz principal
Meu papel era irrelevante
para contracenar no final.
Renato Russo - Amor platônico.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
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