De repente, paro pra pensar no maior medo que há dentro de mim. E procuro...
Tenho medo daqueles que possam me fazer mal, me causar sofrimento, seja físico ou emocional. Mas esse de forma alguma não seria meu maior medo, pois eu poderia encontrar forças para vencer os traumas que isso me traria.
Tenho medo de um dia ser privada de utilizar um dos meus preciosos sentidos e não mais poder, por exemplo, enxergar as maravilhas que há do mundo. Mas não há de ser ainda meu medo maior, pois sei que há de haver formas de me confortar com os sentidos que me restarem, apurando-os e fazendo deles as minhas formas de continuar admirando a vida.
Tenho medo de morrer sem realizar as muitas coisas que passam pela minha cabeça, mas acredito que há uma razão de ser para tudo e, portanto, nem mesmo a morte pode significar o fim. Meu maior medo não seria, então, morrer.
Penso... Continuo a indagar-me qual seria o maior de todos os medos meus e demoro vasculhando meu íntimo nessa busca serena e silenciosa. Ah! O medo de não mais poder contar com a presença doce da pessoa amada. Esse medo me assusta! Será ele, então? Deixe-me ver... Deixe-me sentir... Não! Prefiro não tentar vislumbrar quão duro seria viver sem ele.
Percebo que seria pior que sofrer como vítima das maldades dos outros, pois ele estaria aqui para me ajudar a vencer minhas dores. Percebo que seria relativamente aceitável ser privada de um dos meus sentidos se ele estivesse ao meu lado, sempre com seu amor devotado e desprovido de condições para tê-lo. Percebo, ainda, que morrer seria egoisticamente mais fácil do que vê-lo me deixar. Sim! O maior medo que pode haver dentro de mim é deixar de tê-lo ao meu lado e sou obrigada a concordar com a voz que me diz aos ouvidos da alma: Ame-o todos os dias, pois um dia há de estar privada de tua presença.
sábado, 30 de agosto de 2008
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